quarta-feira, 6 de abril de 2011
Novas interações
Quinta-feira passada, fiquei preso logo cedo num engarrafamento na Av. Agamenon sentido Boa Viagem ("Esse trânsito do Recife vai parar aonde???!!!" - é o que todos se perguntam!). Pela janela do Aeroporto/Tacaruna vi uma cena curiosa: uma mulher falava sozinha enquanto dirigia pela perimetral. Observando melhor, percebi que ela não estava falando só, mas com alguém no celular (sabe aqueles com o fone de ouvido?).
Engraçado isso! Acho que daqui a alguns anos, as pessoas vão andar pelas ruas parecendo um bando de loucos falando "sozinhas" e tal... Ao chegar no trabalho, uma outra surpresa! A galera da equipe instalou num dos computadores uma mesa digitalizadora, daquelas que o ilustrador desenha com uma caneta sensível e o desenho já sai direto na tela! Fiz o teste, tentando desenhar naquele aparelho um tanto quanto novo pra mim... me esforçando pra entender que o desenho não sai mais na mesa (como seria se estivesse com um papel), mas vai direto pro computador, convertendo-se em pixels... Desenhar olhando pra frente e não mais pra baixo... Uma difícil adaptação tava rolando no meu cérebro!
Fiquei refletindo sobre essas novas tecnologias e o poder que elas têm de certa maneira moldar nossas interações com o mundo que nos cerca. Cérebro e corpo vão se adaptando, se modificando, transfigurando, transformando... Não apenas como indivíduos, mas as gerações já vão chegando com competências diferentes das anteriores. Basta olhar essa galera novinha e a intimidade deles com os celulares, i-phones, laptops, videogames e congêneres! Geração Y? Sei lá... haja rótulo!
Há uns anos atrás falavam no fim dos livros impressos por causa da chegada dos computadores e internet. Acontece que eles continuam por aí - leitura concreta, fazendo a alegria de todos! Semelhantemente, creio que o papel e o lápis não vão se separar nem tão cedo! Mas tudo isso que tá rolando hoje é muito interessante, muito desafiador! Vinhos novos vão sempre demandar odres novos!
"O nosso é o mundo novo do tudoagora. O 'tempo' cessou, o 'espaço' desapareceu. Vivemos hoje numa aldeia global... num acontecer simultâneo". (MCLUHAN, Marshall. O Meio são as Massa-gens)
Por: Bruno Anselmo
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário