segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Estou a dois passos do Paraíso...












Depois que um amigo me mostrou uma coletânea da Blitz, fiquei me perguntando: "porque que essa banda acabou?!!". Som de primeiríssima qualidade! Evandro Mesquita, Fernanda Abreu e o restante da galera detonavam muito... Os que como eu não foram daquela geração vão se surpreender!


Pra conferir: Um dos maiores sucessos dos caras numa bela versão meio acústica de Fernanda Abreu. http://www.youtube.com/watch?v=UO40C4kTqHs

Por: Bruno Anselmo

Nossas belas misturebas

Somos misturadores por natureza! Fazemos uso diariamente dos elementos, das referências, cores e formas, imagens e luz que estão espalhados por esse universo imenso! Por vezes, há uma grande beleza em toda essa mistura! Quem ouviu o som tropicalista de mutantes e baianos sabe do que estou falando! O eco dos escravos negros no som do blues ou dos povos celtas no folk... Quem viveu o Recife dos anos 90 teve o privilégio de experimentar o mix de um mundo livre que uniu o global e o local, a estética urbano-tecnológica com a cultura das nossas raízes! Quem já leu as belíssimas crônicas da fantástica terra de Nárnia de CSLewis percebeu a riqueza de antigas culturas mitológicas numa harmoniosa dança com a Teologia Cristã, a Filosofia e a elegante Literatura Inglesa! Iniciativas inteligentes em prol do meio ambiente nos dão indícios concretos de como pode ser próspera a utilização inteligente dos recursos naturais alidada ao desenvolvimento das sociedades contemporâneas. A Arte, a Publicidade, a Moda, a Arquitetura, o Design fazem da mistura de referências seu alimento diário, moldando o comportamento da nossa época!

Como “criativos”, podemos apenas imitar o Sumo Criador. Enquanto Deus, o único que cria absolutamente a partir do nada, reina soberano, nos deixando todos os dias de boca aberta com a Sua criação, nos limitamos a utilizar as coisas já existentes e apenas fazemos novos arranjos. Assim, misturamos tudo num grande liquidificador e transformamos em algo belo e novo. A arte que produzimos, portanto, tem um papel extremamente elevado: apontar para a beleza que originalmente nos foi presenteada pelo Criador, mas que se perdeu por nossas escolhas erradas. Este processo foi assim definido pelo holandês Abraham Kuyper:

"Considerando as ruínas desta criação outrora tão maravilhosamente bela (...) a arte chama a atenção tanto para linhas do plano original ainda visíveis quanto, o que é ainda melhor, para a esplêndida restauração pela qual o Supremo Artista e Construtor Mestre um dia renovará e até mesmo intensificará a beleza de sua criação original" (KUYPER, Abraham. Calvinismo. São Paulo: Cultura Cristã, 2003. p.163).

Um grande propósito para todos quantos lidam com arte e criatividade. Inspirados pelo Supremo Artista, é hora, portanto, de misturar! Hora de renovar nossas forças e talentos para expressar a beleza que foi perdida e a que um dia (no grande Dia) virá! Junte-se a nós! Bora Criar?!!